Ser um é diferente de ser mais um.

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Quando escolhi a faculdade de Educação Física, não o fiz por ter praticado alguma modalidade esportiva na adolescência, mas sim por acreditar na profissão e querer ganhar dinheiro.
No primeiro momento, ouve desaprovação por parte da família, que tinha uma visão distorcida do curso, aliás, muito disso é culpa de alguns colegas que insistem em não saber se posicionar profissionalmente perante a sociedade. A conseqüência é a baixa valorização que recebem em troca.
Comecei a observar as oportunidades que o mercado estava oferecendo, pois se o primeiro bilhão da economia veio através dos automóveis, o segundo aconteceu através da informática. Esses fatos resultaram em pessoas cada vez mais sedentárias, portanto, em algum momento, o terceiro ou o quarto bilhão deveria ser algo relacionado à saúde e atividade física. Logo, era para isso que eu deveria me preparar.
Mas, como todo começo é difícil, trabalhei como “escragiário” e como funcionário em escolas, clubes, associações e academias, pois em determinados momentos o mercado de trabalho restringe as opções, obrigando a trabalhar naquilo que não se gosta. Portanto, se aqueles estágios e empregos eram momentâneos e exploradores, por outro lado fortaleciam as minhas convicções de buscar ser o melhor. Assim, fui me posicionando como destaque perante os colegas e o mercado.
Enquanto muitos profissionais se preocupavam com o próprio corpo, em ficar se exibindo para o sexo oposto e trabalhando em demasia em locais que não os valorizava, eu investia as minhas parcas economias em livros, em cursos, em eventos e principalmente em viagens. Estas, aliás, significam grande investimento pois se conhecem outras culturas, línguas, comidas, músicas, lugares, fazem-se ótimos networks e se volta renovado para a realidade, cheio de novas idéias. E são essas idéias que se transformam em grandes negócios, impedindo a acomodação, estimulando a criação de soluções para situações vividas por clientes e outros profissionais, tornando-se um diferencial do trabalho, vez que agrega valor ao serviço.
Sempre acreditei que não se deve desperdiçar energia com improviso ou imprevisto. Embora o improviso nessa área seja tolerável e aceito em muitos casos, o planejamento é mais seguro. Planejar a vida, a carreira, é inevitável, mas é preciso ter um foco, tanto no prazer quanto no trabalho. Quando se faz isso, a autoconfiança transborda e contagia todos a volta. Tornamo-nos referência para todos.
Com o passar dos anos o foco, o acumulo de experiência, unido ao embasamento científico, permitem a obtenção de inúmeras conquistas profissionais. Nesse sentido não nos contentamos em apenas ministrar ou controlar uma sessão de treinamento físico, queremos também que algo útil de nós permaneça na vida das pessoas. Nessa hora, o sucesso se faz presente e é bom aproveitar a onda de boas novas e ir além do que podíamos imaginar, ou do que não queríamos acreditar, pois o pensamento positivo nós ajuda a interpretar os anseios dos nossos clientes. Assim, desenvolvemos novas e melhores maneiras de ajudá-los a experimentar as renovadas emoções que a atividade física pode oferecer.
Essas informações são essenciais aos dias de hoje. Daqui a 20 ou mais anos serão as mesmas? Talvez algo mude. Porém se nós mantivermos saudáveis, curiosos, atentos ao que esta se passando, entenderemos a contemporaneidade sem risco de errar. O bom profissional sempre terá espaço no mercado de trabalho.

Por Luiz Antonio Domingues Filho.

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